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domingo, 30 de dezembro de 2012

Método Socrático

"Método socrático"

"Sócrates usava o diálogo como método para chegar à verdade, fazendo perguntas aos interlocutores até que eles chegassem a uma conclusão válida. Frequentemente, a conclusão era que afinal não sabiam nada ou sabiam pouco sobre um determinado assunto.
Alguns filósofos indicam que Sócrates usava dois passos no seu método: a ironia e a maiêutica. O primeiro - a ironia - consistia em admitir a própria ignorância para poder aprofundar na verdade e destruir o conhecimento ilusório. O segundo passo - a maiêutica - é associado ao ato de esclarecer ou "dar à luz" ao conhecimento na mente de uma pessoa.

O método socrático também causa debate no mundo acadêmico, pois enquanto alguns defendem que o método é a maiêutica, outros indicam que o método usado por Sócrates é baseado no elenkhós, que significa refutação."

ver mais em:

http://www.significados.com.br/so-sei-que-nada-sei/

"Só sei que nada sei" II

O que significa a frase Só sei que nada sei:

"Só sei que nada sei é uma famosa frase atribuída ao filósofo grego Sócrates que significa um reconhecimento da própria ignorância da parte do autor.
SócratesAlguns pensadores e filósofos contestam que Sócrates disse a frase desta maneira, mas não parece haver dúvida que o conteúdo é associado ao filósofo grego. 
Existem, no entanto, pessoas que afirmam que Sócrates não proferiu esta frase, porque ela não se encontra nas obras de Platão (o seu aluno mais conhecido), que contêm os ensinamentos de Sócrates.
Supõe-se que esta frase foi proferida em uma conversa com atenienses, que não sabiam muitas coisas. Neste diálogo com os habitantes de Atenas, Sócrates afirmou não saber nada de nobre e nada de bom. Por outro lado, os atenienses achavam que eram sábios em várias áreas, enquanto Sócrates afirmava que não tinha conhecimento nessas áreas, ou seja, Sócrates sabia que não sabia.
Há alguma controvérsia porque alguns dizem que esta confissão de ignorância transmite um sentimento de humildade da parte de Sócrates. Outros autores indicam que o conceito de humildade só surgiu com o cristianismo e não foi abordado com Sócrates.
Existe também uma versão que explica que a frase "só sei que nada sei" foi proferida por Sócrates quando o oráculo declarou que ele era o homem mais sábio da Grécia.

Explicação da frase Só sei que nada sei

Podemos afirmar que existe a contraposição de dois tipos de conhecimento: o conhecimento através da certeza e o conhecimento através da crença justificada. Sócrates se considera ignorante porque não tem certezas, afirmando também que o conhecimento absoluto ou com certeza, só existia nos deuses.
Assim, muitas vezes esta frase significa que não é possível saber algo com a certeza absoluta e não significa que Sócrates não sabia absolutamente nada.
Com esta frase, é possível aprender e adotar uma maneira de viver. É melhor assumir que não se tem conhecimento sobre alguma coisa, do que falar sem saber. Quem pensa que sabe muita coisa, normalmente tem pouca disponibilidade ou vontade de aprender mais. Em contraposição, quem sabe que não sabe, muitas vezes quer mudar essa situação, mostrando desejo de aprender.
Aprenda mais sobre o conceito de conhecimento.

Vários pensadores debatem sobre o posicionamento de Sócrates com esta frase, indicando que ele poderia ter uma intenção didática ou irónica. Alguns afirmam que esta declaração de Socrates era uma estratégia didática para ensinar e chamar a atenção dos seus ouvintes. Por outro lado, existe o posicionamento que indica que Sócrates estava usando a ironia."
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http://www.significados.com.br/so-sei-que-nada-sei/

Só sei que nada sei

'Só sei que nada sei'
                                  "Sócrates, o filósofo por excelência

Sócrates é o grande marco da filosofia antiga . Não é por acaso que chamam os filósofos anteriores ao seu pensamento de 'pré-socráticos'. Se pararmos para pensar, temos aqui algo interessante: muitos desses filósofos foram contemporâneos de Sócrates. Então, por que chamá-los 'pré-socráticos', se eles não vieram antes de Sócrates? A resposta a ser dada é que, aqui, não é tanto a cronologia que importa, mas o modo de conceber e fazer filosofia.
Filosofia significa, etimologicamente, 'amor pela sabedoria', ou 'amizade pela sabedoria'. Assim, a noção de sabedoria tem crucial importância para sabermos o que é um filósofo. Antes de Sócrates, o termo 'sabedoria' tinha várias acepções. A sabedoria podia ser um saber-fazer técnico; um saber político, que era como os sofistas entendiam a sabedoria; um saber falar, saber convencer o outro, ou seja, o domínio da linguagem retórica; um saber científico, que englobava  as ciências exatas , nascidas no século VI a. C; e as especulações dos pré-socráticos.
Assim, como podemos perceber, a noção de sabedoria era muito vaga. Não havia uma definição de filósofo. Esta surgiu apenas com Platão, em seu diálogo 'O Banquete'. Nesse diálogo, a definição é dada com base em Sócrates e em sua doutrina do não saber.
Essa doutrina, sistematizada na famosa sentença, evidencia a visão socrática de que somos extramente ignorantes, embora não saibamos disso. A história de Sócrates, que encontramos na 'Apologia de Sócrates', diálogo platónico, conta que Querefonte, um de seus amigos, perguntara ao oráculo de Delfos se existia alguém mais sábio que Sócrates. O oráculo respondera que não. Abismado pela resposta, Sócrates passou passou a percorrer Atenas, interrogando aqueles que, supostamente, detinham a sabedoria em seus próprios ofícios.  Interrogou homens de Estado, poetas, artesãos, para descobrir alguém que fosse mais sábio que ele. No entanto, enquanto interrogava essas pessoas, Sócrates descobriu que ninguém sabia tanto quanto aparentava ou pensava saber. No fundo, suas opiniões eram todas mal fundamentadas, não constituindo conhecimento, mas exatamente isto, apenas opiniões. Tendo percebido isso, Sócrates conclui que é o mais sábio pois não pensa saber aquilo que não sabe, diferentemente daqueles tidos por sábio em Atenas. É exatamente isso que o oráculo quis dizer: Sócrates é o mais sábio dos homens, pois nada sabe, mas, ao menos, tem consciência do seu não saber.
Sócrates, então, toma como tarefa interrogar os outros homens acerca de suas opiniões, para levá-los, também, a perceber sua própria ignorância. Para isso, Sócrates age como quem nada sabe, isto é, com ingenuidade. Ele interroga seus ouvintes candidamente, com ignorância dissimulada, aparentemente interessado em 'aprender a verdade dos que a conhecem'. É a famosa ironia de Sócrates. Esse método dialético é conhecido como 'maiêutica'.
Por isso, Sócrates nunca afirmava nada, apenas perguntava. Com suas perguntas, ia expondo, um a um, os erros do raciocínio de seus ouvintes, e mostrando a eles que suas opiniões não eram tão corretas quanto pensavam. Isso, é claro, trouxe a Sócrates algumas inimizades de homens arrogantes e poderosos que se sentiram incomodados com aquele homem que os fazia cair em contradição na praça pública de Atenas. Sócrates foi forçado a tomar cicuta, e, assim, morreu um dos maiores nomes da filosofia.
Por que Sócrates é tão importante? Ele não deixou nada escrito. Sua atividade filosófica resumiu-se a interrogar outras pessoas, mostrando a elas que elas estavam enganadas em suas convicções. Qual a grande contribuição de Sócrates para a filosofia? Mostrar que não sabemos tanto quanto pensamos? Existem céticos mais radicais do que ele, e estes céticos não obtiveram tanto crédito assim. A importância de Sócrates está no que sua tese implicou.
Ao usar como método de filosofar a maiêutica, Sócrates destacou dois pontos de sua filosofia: um, que o saber deve ser atingido pelo próprio indivíduo que o procura, não podendo ser ensinado. A filosofia é uma busca pelo saber que parte do indivíduo, e só ele pode chegar até ela. O verdadeiro saber não se ensina. E esse verdadeiro saber deixa de ser um saber técnico, retórico ou político, passando ser um saber de si mesmo e dos valores que se deve seguir. A preocupação de Sócrates é mais moral do que técnica, retórica, científica.
O segundo ponto destacado é que o primeiro saber que devemos adquirir é a consciência do não saber. Sócrates não negou a possibilidade de alcançar a sabedoria. Ele próprio buscou a sabedoria por toda a sua vida. Mas, antes disso, ele pensava ser necessário perceber que nada sabemos. Deveríamos voltar-nos para nós mesmos, tomarmos consciência de nós mesmos, para chegar ao saber.
Platão levou isso muito a sério. Ele usou a doutrina de Sócrates para definir o filósofo'. O filósofo é, assim, aquele que nada sabe, mas que tem consciência de seu não saber. E, além disso, filosofar não é mais uma atividade como a pensavam os pré-socráticos e sofistas do século V.
Filosofar torna-se um pôr a si mesmo em questão. Filosofar torna-se um perceber que não se é o que deveria ser, que não se sabe o que realmente se deve saber. Filosofar torna-se, enfim, um desejar saber, um desejar conhecer a sabedoria. É com o 'Banquete' de Platão que a filosofia toma forma, finalmente, e temos a primeira definição do filósofo. E o 'Banquete' de Platão é uma homenagem a Sócrates, onde Sócrates é o exemplo do filósofo verdadeiro. Assim, a história da filosofia mostra que Sócrates foi o primeiro homem a 'amar a sabedoria', do modo como a sabedoria passou a ser vista, a partir de Platão. Por isso, temos, na filosofia, o 'antes de Sócrates' e o 'depois de Sócrates'.

É difícil falar de Sócrates, por dois motivos simples: o primeiro é que  não temos muitos registos históricos de sua vida. Ele foi imortalizado, principalmente, nos diálogos platónicos, e, ali, o Sócrates-personagem se confunde com o Sócrates-histórico e com a opinião de Platão. O segundo motivo é que a influência de Sócrates é tão grande, e há tanto a ser dito acerca do pouco que sabemos sobre ele, que é inevitável deixar algo de fora. E, pior, algo que merece ser mencionado. No entanto, fiz o possível para apresentar os pontos cruciais dessa tese socrática do 'não saber'."